Escultura tipográfica

O artista plástico e gráfico Tide Hellmeister era um apaixonado pelo universo das letras desde cedo. Tide chegou a cursar caligrafia com o intuito de dominar a arte da escrita. Muitos dos trabalhos dele, como a escultura abaixo, mesclam o universo das letras à estética das máquinas. (Foto e texto adaptados. Foto original: Ricardo Breda; texto original: Yara Guerchenzon – Dcasa).
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Rébus

O termo rébus vem do latim e significa coisas. Rébus são as famosas cartas enigmáticas, muito comuns nas antigas revistas de passatempo. Nas cartas enigmáticas, palavras ou sílabas são representadas por imagens que sugerem o som dessas palavras ou dessas sílabas.

O rébus acima, The art of making money plenty in every man’s (1817), é de autoria de Benjamin Franklin. No detalhe, a grafia da palavra CATching.

IBM

A imagem abaixo foi criada pelo designer Paul Rand para um cartaz da empresa IBM (1981). Rand usou o princípio do rébus; explorou o caráter fonético da sigla IBM (obviamente, pronunciada em inglês): EYE (olho), BEE (abelha), M.

A escrita suméria e os rébus

Segundo Georges Jean, a origem dos rébus – ou mais especificamente do conceito de fonetismo da escrita – foi uma transformação ocorrida no sistema de escrita sumério. Os sumérios escreviam fazendo incisões sobre placas de argila: escrita que ficou conhecida como cuneiforme. O tablete abaixo, datado de 3000 aC, é de um estágio pictográfico desse sistema de escrita.

Esses símbolos designavam coisas ou seres, por exemplo: pássaro e ovo, lado a lado, significavam fecundidade.Mais tarde, os símbolos passaram a corresponder aos sons das palavras da língua falada. A estratégia dos sumérios, portanto, consistiu em usar um procedimento similar aos rébus: usar um pictograma designando não o objeto por ele representado, mas um outro objeto cujo nome lhe era foneticamente semelhante.

Relógios

Alguns relógios nos quais a tipografia dos números é o foco.

Design: Etna

Tok & Stock

Design: Nextime

Designer: Fabiano Valente